Você com certeza deve se recordar
do dia em que caminhou rumo ao altar, ou quando de fato iniciou sua caminhada
conjugal. Conforme os dias passam olhamos para onde estávamos, onde estamos e
onde queremos chegar. Nos questionamos se estamos fazendo as coisas certas, se
estamos sendo verdadeiros e sinceros em todas nossas ações e sentimentos. A
verdade é que um relacionamento a dois nos traz responsabilidades e que estas
muitas vezes apagam um pouco o romantismo de uma vida a dois. Antes a única
preocupação era qual seria a próxima janta, ou balada, ou passeio, hoje é o
boleto da casa, do cartão, do carro, as coisas do bebê... e esquecemos de por
que desejamos formar uma família. O AMOR.
Evidente que o amor por si só não
sustenta uma casa, mas ele dá o suporte necessário para que se conquiste tudo o
que um lar necessita. Eu acredito que se fomos ou não diante do altar, procuramos
Deus (ou ao ser que acreditamos) ao nosso modo para pedir sua benção para nossa
união, devemos continuar nesta fé e união espiritual para que se possa vencer,
superar as diferenças e limitações que um choque de culturas causa no ato de
uma união matrimonial.
Os conflitos que antes eram
esporádicos, passam a ser rotineiros. Como administrar esses choques de
personalidade? A velha história de que alguém precisa ceder, realizar uma
terapia de casal, ter um momento a sós, uma viagem a dois... são estratégias
que nada mais é do que trabalhar o ego de cada ser. Entendo que o outro não é
nossa propriedade, muito menos uma extensão do nosso ser, e que por tal motivo,
não reage as situações igual a nós, não compreende como compreendemos. Cada pessoa
é um ser único, e possui suas particularidades que precisam ser aceitas e
respeitadas.
Um relacionamento precisa ser
dosado com compreensão, respeito, carinho e muita paciência. Passar por esta
fase de mudança nem sempre é tranquila, se você tiver um filho pequeno,
dívidas, incertezas quanto à sua carreira profissional, essa salada de frutas
pode se transformar em uma sopa de pedras!
Esta caminhada é de passos
lentos, algumas pausas, mas precisa ser trilhada à dois. Ela precisa ser na
mesma direção e sentido. Caso contrário, o casal não fará pausas, mas sim
estacionará, ou pior, tenderão a ir em direções opostas. Como tudo em nossa
vida, precisamos encontrar o ponto de equilíbrio. Conhecer o que o outro gosta
pode ser muito fácil até, mas e o que o outro não gosta, quais são os detalhes
que pra nós sem importância são o ápice da ira do outro? Conhecer é um processo
contínuo. Por isso quando se trata de sua metade, nunca haverá uma verdade
absoluta!
