sexta-feira, 22 de setembro de 2017

E serão uma só carne!



Você com certeza deve se recordar do dia em que caminhou rumo ao altar, ou quando de fato iniciou sua caminhada conjugal. Conforme os dias passam olhamos para onde estávamos, onde estamos e onde queremos chegar. Nos questionamos se estamos fazendo as coisas certas, se estamos sendo verdadeiros e sinceros em todas nossas ações e sentimentos. A verdade é que um relacionamento a dois nos traz responsabilidades e que estas muitas vezes apagam um pouco o romantismo de uma vida a dois. Antes a única preocupação era qual seria a próxima janta, ou balada, ou passeio, hoje é o boleto da casa, do cartão, do carro, as coisas do bebê... e esquecemos de por que desejamos formar uma família. O AMOR.

Evidente que o amor por si só não sustenta uma casa, mas ele dá o suporte necessário para que se conquiste tudo o que um lar necessita. Eu acredito que se fomos ou não diante do altar, procuramos Deus (ou ao ser que acreditamos) ao nosso modo para pedir sua benção para nossa união, devemos continuar nesta fé e união espiritual para que se possa vencer, superar as diferenças e limitações que um choque de culturas causa no ato de uma união matrimonial.

Os conflitos que antes eram esporádicos, passam a ser rotineiros. Como administrar esses choques de personalidade? A velha história de que alguém precisa ceder, realizar uma terapia de casal, ter um momento a sós, uma viagem a dois... são estratégias que nada mais é do que trabalhar o ego de cada ser. Entendo que o outro não é nossa propriedade, muito menos uma extensão do nosso ser, e que por tal motivo, não reage as situações igual a nós, não compreende como compreendemos. Cada pessoa é um ser único, e possui suas particularidades que precisam ser aceitas e respeitadas.

Um relacionamento precisa ser dosado com compreensão, respeito, carinho e muita paciência. Passar por esta fase de mudança nem sempre é tranquila, se você tiver um filho pequeno, dívidas, incertezas quanto à sua carreira profissional, essa salada de frutas pode se transformar em uma sopa de pedras!

Esta caminhada é de passos lentos, algumas pausas, mas precisa ser trilhada à dois. Ela precisa ser na mesma direção e sentido. Caso contrário, o casal não fará pausas, mas sim estacionará, ou pior, tenderão a ir em direções opostas. Como tudo em nossa vida, precisamos encontrar o ponto de equilíbrio. Conhecer o que o outro gosta pode ser muito fácil até, mas e o que o outro não gosta, quais são os detalhes que pra nós sem importância são o ápice da ira do outro? Conhecer é um processo contínuo. Por isso quando se trata de sua metade, nunca haverá uma verdade absoluta!

 


terça-feira, 18 de julho de 2017

Or(ação)!


"Perto está o Senhor dos que têm o coração quebrantado e salva os de espírito oprimido" (Salmos 34:18).

Todos nós passamos por tempos difíceis. Há dias em que o céu parece estar mais nublado. Há dias em que nossa alegria parece murchar. São momentos de dor, de perda, de saudade, de perseguições, injustiças, temores, ansiedades, inseguranças; enfim, situações que tentam nos abater.

Todos os dias, assim que acordamos, nós temos uma escolha a fazer. Ou escolhemos “alimentar” a tristeza, dando lugar à depressão, ao desespero, ou vamos nos refugiar no Senhor.

Quando entendemos que o Senhor é o nosso refúgio, nós corremos para Ele, e Ele nos acolhe. Os braços do nosso Pai celestial estão estendidos para nós, Seus filhos. Podemos chorar em Seu colo, contar para Ele o que está nos afligindo, abrir o nosso coração e receber Seu consolo e paz. Podemos nos refugiar à sombra de Suas asas.





terça-feira, 11 de julho de 2017

Seja Resiliente!!


A Psicologia Positiva vem realizando diversos estudos sobre a qualidade de vida do homem e os fatores que são considerados essenciais no que tange às virtudes humanas, posto que uma vida mais saudável e feliz depende de sistemas de adaptação que nos permitam vivenciar plenamente as experiências. Um desses fatores essenciais para o desenvolvimento humano é chamado de resiliência.

A resiliência é a capacidade de resistir a grandes decepções, aos momentos difíceis da vida, mantendo a esperança e a saúde mental. As pessoas resilientes se mostram mais confiantes em si, e isso lhes possibilita encarar as dificuldades de uma maneira totalmente equilibrada.

Em geral, a resiliência depende de algumas condições psicológicas internas e externas.

No nível interno, são favorecidas as pessoas que assumem a responsabilidade pelas próprias escolhas, que prezam a autonomia, que estabelecem vínculos sociais e familiares positivos e que são flexíveis no que diz respeito à mudança de posicionamentos, sentimentos e pensamentos.

A resiliência quando colocada sob a ótica das empresas possui outra intrínseca discussão, pois a subjetividade, a forma e o ritmo de trabalho possuem influencia no processo de resiliência do sujeito no seu trabalho.

Cimbalista (2007), já dizia que o valor da empresa está muito voltado ao nível de satisfação gerado pelo seu colaborador e suas conquistas pessoais no âmbito empresarial. Os empregados são moldados pelos valores organizacionais voltados para a produtividade e competitividade na empresa. O fluxo constante do capitalismo nos leva à uma lógica chamada consumismo. De um olhar mais romântico, o trabalhador irá usufruir de algumas regalias que o resultado do seu esforço (salário) lhe proporciona.

Quando um jovem inicia as suas atividades no mundo corporativo ele tem uma sede de ascensão rápida e que lhe traga um retorno imediato de todo investimento desprendido até o momento. Ele busca o reconhecimento, a promoção, a nova vaga de emprego, ou até mesmo o primeiro emprego bem sucedido, o salário dos sonhos... e por aí se segue. Mas o que fazer quando nada disso acontece, ou está acontecendo lentamente?

Em última instância, é dispor-se para a mudança. Pode-se também dizer que a capacidade de um indivíduo, de assimilar de um modo eficiente e eficaz os momentos de transição que ocorrem na sua vida é limitada pelo seu nível de resiliência, nível esse que se torna fundamental para ser bem sucedido.

Seguindo este pensamento, podemos ainda dizer que a pessoa resiliente é extremamente inconformada ou incomodada, assim ela movimenta energia para a constante atualização, a busca por novas experiências e ideias diferenciadas. Essas pessoas não se contentam com o básico, buscam sempre melhorar!

Para finalizar: A resiliência está ligada à capacidade de encarar as situações com os pés no chão, ou seja, enfrentar a realidade, ainda que isso seja doloroso. Dessa forma a medida que o sujeito é resistente à mudança ele não só influencia diretamente no seu desempenho, mas contagia quem está no mesmo ambiente.

Autores: Franciele Hendges Hammes
Juliano Hammes

CIMBALISTA, Silmara. Subjetividade e resiliencia: o cotidiano adverso do trabalho flexível. In: Encontro Nacional ABET (Associação Brasileira de Estudos do Trabalho), 2007, Salvador/BA. X Encontro Nacional ABET – Balanço e perspectivas do trabalho no Brasil. Salvador, 2007.