A Psicologia Positiva vem
realizando diversos estudos sobre a qualidade de vida do homem e os fatores que
são considerados essenciais no que tange às virtudes humanas, posto que uma vida
mais saudável e feliz depende de sistemas de adaptação que nos permitam
vivenciar plenamente as experiências. Um desses fatores essenciais para o
desenvolvimento humano é chamado de resiliência.
A resiliência é a
capacidade de resistir a grandes decepções, aos momentos difíceis da vida,
mantendo a esperança e a saúde mental. As pessoas resilientes se mostram mais
confiantes em si, e isso lhes possibilita encarar as dificuldades de uma
maneira totalmente equilibrada.
Em
geral, a resiliência depende de algumas condições psicológicas internas e
externas.
No nível interno, são
favorecidas as pessoas que assumem a responsabilidade pelas próprias escolhas,
que prezam a autonomia, que estabelecem vínculos sociais e familiares positivos
e que são flexíveis no que diz respeito à mudança de posicionamentos,
sentimentos e pensamentos.
A resiliência quando colocada
sob a ótica das empresas possui outra intrínseca discussão, pois a
subjetividade, a forma e o ritmo de trabalho possuem influencia no processo de
resiliência do sujeito no seu trabalho.
Cimbalista (2007), já
dizia que o valor da empresa está muito voltado ao nível de satisfação gerado
pelo seu colaborador e suas conquistas pessoais no âmbito empresarial. Os
empregados são moldados pelos valores organizacionais voltados para a
produtividade e competitividade na empresa. O fluxo constante do capitalismo
nos leva à uma lógica chamada consumismo. De um olhar mais romântico, o
trabalhador irá usufruir de algumas regalias que o resultado do seu esforço
(salário) lhe proporciona.
Quando um jovem inicia as
suas atividades no mundo corporativo ele tem uma sede de ascensão rápida e que
lhe traga um retorno imediato de todo investimento desprendido até o momento. Ele
busca o reconhecimento, a promoção, a nova vaga de emprego, ou até mesmo o
primeiro emprego bem sucedido, o salário dos sonhos... e por aí se segue. Mas o
que fazer quando nada disso acontece, ou está acontecendo lentamente?
Em
última instância, é dispor-se para a mudança. Pode-se também dizer que a
capacidade de um indivíduo, de assimilar de um modo eficiente e eficaz os
momentos de transição que ocorrem na sua vida é limitada pelo seu nível de
resiliência, nível esse que se torna fundamental para ser bem sucedido.
Seguindo este pensamento,
podemos ainda dizer que a pessoa resiliente é extremamente inconformada ou
incomodada, assim ela movimenta energia para a constante atualização, a busca
por novas experiências e ideias diferenciadas. Essas pessoas não se contentam
com o básico, buscam sempre melhorar!
Para finalizar: A
resiliência está ligada à capacidade de encarar as situações com os pés no
chão, ou seja, enfrentar a realidade, ainda que isso seja doloroso. Dessa forma
a medida que o sujeito é resistente à mudança ele não só influencia diretamente
no seu desempenho, mas contagia quem está no mesmo ambiente.
Autores: Franciele Hendges Hammes
Juliano Hammes
Adaptado de: https://psicologado.com/atuacao/psicologia-organizacional/a-importancia-da-resiliencia-no-contexto-organizacional © Psicologado.com
CIMBALISTA,
Silmara. Subjetividade e resiliencia: o cotidiano adverso do trabalho flexível.
In: Encontro Nacional ABET (Associação Brasileira de Estudos do Trabalho),
2007, Salvador/BA. X Encontro Nacional ABET – Balanço e perspectivas do
trabalho no Brasil. Salvador, 2007.

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