A Carta de Paulo aos Romanos foi
escrita provavelmente em 57 d.C. Na cidade de Corinto, pouco antes da visita do
apóstolo à Jerusalém. A carta de Paulo aos Romanos pode ser
dividida em duas grandes partes, aonde a primeira vai do capítulo um até o capítulo
onze, que é uma parte doutrinária e a segunda que vai do
capítulo doze ao dezesseis, tratando da parte prática. É a primeira e a mais
longa das Epístolas Paulinas, e é considerada a epístola com o "mais
importante legado teológico".
Romanos 12. Até o capítulo 11 de Romanos,
Paulo trouxe a doutrina e a partir do capítulo 12, ele fala sobre como ela
precisa ser praticada. Entendendo que credo e conduta, teologia e ética
precisam andar juntas. Este capítulo traz uma ótima de estilo de vida em 4
quadrantes:
- Deus: Romanos 12:1
- Nós: Romanos 12:2,3
- Irmãos: Romanos 12:4,8
- Inimigos Romanos 12: 9,21
Deus: Portanto, irmãos, rogo-lhes pelas misericórdias de Deus que
se ofereçam em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus; este é o culto
racional de vocês.
Antes oferecíamos nosso corpo à prática do
pecado. Quando nascemos de novo, o novo homem passa a ser como um sacrifício
vivo. (corpo, alma e espírito). Os sacrifícios, uma vez que oferecidos, não
poderiam ser retirados do altar, ser tomados de volta; assim somos nós; uma vez
que pegamos no arado, não poderemos olhar para trás. Jesus em seu sermão disse:
Todo aquele que quiser me servir, negue-se a si mesmo todos os dias e siga-me. Essa
entrega precisa ser legítima, verdadeira. Assim, da mesma forma que adoramos á
Deus na igreja, devemos adorá-lo com a mesma intensidade fora dela, em nosso
dia a dia.
Nós - Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela
renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a
boa, agradável e perfeita vontade de Deus.
Não permita que o mundo molde sua maneira de
pensar, seus princípios. Não permita ser corrompido por costumes que ferem os
princípios de Deus. Em vez de permitir que o mundo transforme sua mente com
meias verdades, sua vida deve ser baseada no único exemplo de perfeição: Jesus.
Para que na busca pela santidade, possamos experimentar a boa, agradável e
perfeita vontade de Deus.
Conhecer a vontade de Deus é a consequência do
processo em que você se permite ser transformado pela verdade. No processo de
conhecimento da verdade, de seguir e prosseguir em conhecer à Deus. A palavra
(verdade) sozinha, isoladamente não transforma a vida de ninguém, mas o
conhecimento adquirido através dela sim.
Ainda sobre nós: Porque pela graça que me é dada, digo a cada um dentre
vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação,
conforme a medida da fé que Deus repartiu a cada um. Romanos 12:3
Como anda nossa autoimagem? Podemos sofrer da síndrome
do pavão: se achar com a bola toda. Precisamos ter equilíbrio e entender que
Deus nos fez a sua imagem e semelhança, para que o nome dele fosse glorificado.
Ou ainda com a síndrome do gafanhoto: quando ao se olhar no espelho e rejeitar
o projeto de Deus, você está dizendo que Deus errou em te criar. Precisamos nos
lembrar que Deus nos amou tanto que deu seu único filho para perdoar nossos
pecados e escrever nosso nome no livro da vida.
Irmãos: Assim como cada um de nós tem um corpo com muitos membros e
esses membros não exercem todos a mesma função, assim também em Cristo nós, que
somos muitos, formamos um corpo, e cada membro está ligado a todos os outros.
Quando recebemos à Jesus, nós recebemos o
Espírito Santo, passamos a ser do corpo de Cristo. (Igreja). Se entendemos que
é Deus quem distribui os dons, não devemos pensar que não precisaremos uns dos
outros, pelo contrário, não somos autossuficientes. Precisamos também conhecer
a palavra de Deus para que quando alguém falar, expor a verdade, possamos
constatar pela bíblia que de fato fala com autoridade e traz a tona a luz do
evangelho.
Inimigos: O amor deve ser sincero. Odeiem o que é mau; apeguem-se ao
que é bom. Do versículo 09 ao 21, Paulo faz várias recomendações de como
devemos tratar os outros, de como devemos proceder com aqueles que nos fazem
mal. A vida de altar requer mansidão, domínio próprio. A vida de altar nos faz
dar frutos do espírito. Nos faz orar pelos que nos perseguem, magoam. Ao servir
ao Senhor, estamos cumprindo o seu Ide, e levando a verdade que liberta vidas
do pecado, da servidão das trevas, estamos levando alento aos necessitados.
Nossa vida missional reflete na maneira que tratamos o outro, se estamos vendo
o pecador antes do pecado.

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