sexta-feira, 27 de maio de 2022

Vida de altar

 


A Carta de Paulo aos Romanos foi escrita provavelmente em 57 d.C. Na cidade de Corinto, pouco antes da visita do apóstolo à Jerusalém. A carta de Paulo aos Romanos pode ser dividida em duas grandes partes, aonde a primeira vai do capítulo um até o capítulo onze, que é uma parte doutrinária e a segunda que vai do capítulo doze ao dezesseis, tratando da parte prática. É a primeira e a mais longa das Epístolas Paulinas, e é considerada a epístola com o "mais importante legado teológico".

 

Romanos 12. Até o capítulo 11 de Romanos, Paulo trouxe a doutrina e a partir do capítulo 12, ele fala sobre como ela precisa ser praticada. Entendendo que credo e conduta, teologia e ética precisam andar juntas. Este capítulo traz uma ótima de estilo de vida em 4 quadrantes:

 

- Deus: Romanos 12:1

- Nós: Romanos 12:2,3

- Irmãos: Romanos 12:4,8

- Inimigos Romanos 12: 9,21

 

Deus: Portanto, irmãos, rogo-lhes pelas misericórdias de Deus que se ofereçam em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus; este é o culto racional de vocês.

Antes oferecíamos nosso corpo à prática do pecado. Quando nascemos de novo, o novo homem passa a ser como um sacrifício vivo. (corpo, alma e espírito). Os sacrifícios, uma vez que oferecidos, não poderiam ser retirados do altar, ser tomados de volta; assim somos nós; uma vez que pegamos no arado, não poderemos olhar para trás. Jesus em seu sermão disse: Todo aquele que quiser me servir, negue-se a si mesmo todos os dias e siga-me. Essa entrega precisa ser legítima, verdadeira. Assim, da mesma forma que adoramos á Deus na igreja, devemos adorá-lo com a mesma intensidade fora dela, em nosso dia a dia.

 

Nós - Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

Não permita que o mundo molde sua maneira de pensar, seus princípios. Não permita ser corrompido por costumes que ferem os princípios de Deus. Em vez de permitir que o mundo transforme sua mente com meias verdades, sua vida deve ser baseada no único exemplo de perfeição: Jesus. Para que na busca pela santidade, possamos experimentar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

Conhecer a vontade de Deus é a consequência do processo em que você se permite ser transformado pela verdade. No processo de conhecimento da verdade, de seguir e prosseguir em conhecer à Deus. A palavra (verdade) sozinha, isoladamente não transforma a vida de ninguém, mas o conhecimento adquirido através dela sim.

 

Ainda sobre nós: Porque pela graça que me é dada, digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação, conforme a medida da fé que Deus repartiu a cada um. Romanos 12:3

Como anda nossa autoimagem? Podemos sofrer da síndrome do pavão: se achar com a bola toda. Precisamos ter equilíbrio e entender que Deus nos fez a sua imagem e semelhança, para que o nome dele fosse glorificado. Ou ainda com a síndrome do gafanhoto: quando ao se olhar no espelho e rejeitar o projeto de Deus, você está dizendo que Deus errou em te criar. Precisamos nos lembrar que Deus nos amou tanto que deu seu único filho para perdoar nossos pecados e escrever nosso nome no livro da vida.

 

Irmãos: Assim como cada um de nós tem um corpo com muitos membros e esses membros não exercem todos a mesma função, assim também em Cristo nós, que somos muitos, formamos um corpo, e cada membro está ligado a todos os outros.

Quando recebemos à Jesus, nós recebemos o Espírito Santo, passamos a ser do corpo de Cristo. (Igreja). Se entendemos que é Deus quem distribui os dons, não devemos pensar que não precisaremos uns dos outros, pelo contrário, não somos autossuficientes. Precisamos também conhecer a palavra de Deus para que quando alguém falar, expor a verdade, possamos constatar pela bíblia que de fato fala com autoridade e traz a tona a luz do evangelho.

 

Inimigos: O amor deve ser sincero. Odeiem o que é mau; apeguem-se ao que é bom. Do versículo 09 ao 21, Paulo faz várias recomendações de como devemos tratar os outros, de como devemos proceder com aqueles que nos fazem mal. A vida de altar requer mansidão, domínio próprio. A vida de altar nos faz dar frutos do espírito. Nos faz orar pelos que nos perseguem, magoam. Ao servir ao Senhor, estamos cumprindo o seu Ide, e levando a verdade que liberta vidas do pecado, da servidão das trevas, estamos levando alento aos necessitados. Nossa vida missional reflete na maneira que tratamos o outro, se estamos vendo o pecador antes do pecado.

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